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O Roadrunner, um super computador construído pela IBM para o Departamento de Energia norte-americano, é a primeira arquitectura estável a ultrapassar o Petaflop, tornando-se o mais potente computador do mundo. |
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O Roadrunner destrona assim o BlueGene/L, também IBM, com uma capacidade computacional máxima de cerca de 500 Teraflops, ao atingir a barreira teórica dos 1024 Teraflops ou 1 Petaflop.
O super computador, localizado no Laboratório Nacional de Los Alamos, no Novo México, o mesmo local onde foi desenvolvida a bomba atómica, deverá ser empregue pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, com o objectivo de simular e analisar o envelhecimento do arsenal nuclear americano e mais tarde, pelo Departamento de Defesa, para delineamento de estratégias e jogos de guerra.
O hardware é constituído por 12,960 processadores IBM PowerXCell 8i, baseados na arquitectura Cell, a mesma dos processadores de uma consola PlayStation3 e cerca de 7.000 processadores AMD Opteron de núcleo duplo, para um total de 116.640 núcleos individuais de processamento. Os processadores estão organizados em cachos denominados TriBlades, constituídos por quatro núcleos Opteron e quatro processadores Cell, cada denominação com 16GB de RAM.
Uma unidade do cluster final é constituída por 60 chassis BladeCenter H, por sua vez constituídos por três TriBlades cada um.
O RoadRunner é constituído por 18 unidades, bem como diverso hardware periférico, tudo controlado por software xCAT e sistema operativo Red Hat Enterprise Linux.
O sistema teve um custo de quase 133 milhões de dólares e apresenta consumos eléctricos na ordem dos 3 megawatts, equivalente ao consumo de um centro comercial de dimensões generosas.
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